O que pensam as empresas sobre o Gap Year?

20 Julho, 2016

Não podemos dizer que se perde ou que se ganha, mas sim que se cresce…todas as experiências são um valor acrescentado para a construção de uma identidade enquanto cidadãos. No tema da contratação, o GY pode ser tão valorizado como a experiência de Erasmus ou o contexto de trabalhador estudante universitário. Não são preponderantes na tomada de decisão de quem contrata, mas acima de tudo moldam os job seekers na perspetiva de como encaram o mundo do trabalho e, por consequência, como se apresentam em contexto de entrevista e no decorrer de um processo de contratação.

 

Quem contrata um recém-licenciado/graduado, está a avaliar o potencial de adaptabilidade a uma função, projeto ou cultura organizacional, portanto, voltando ao início, todas as experiências contam.

 

Qualquer experiência que escape à rotina da caminhada académica normal (entenda-se Erasmus, GY, trabalhador estudante, voluntariado, viagens internacionais, etc…) é sempre considerada valor acrescentado pela capacidade de moldar ou imprimir nos recém formados diferentes competências, sensibilidades ou formas de entender o mundo. Nesse sentido, a experiência internacional – como tantas outras – é um valor em si acrescentado.

 

No que diz respeito a experiências internacionais, podemos listar algumas que são mais valorizadas, como é o caso do Erasmus, estágios em diferentes contextos, geografias ou setores de trabalho de aproximação à vida ativa (quase obrigatórios em outros países do norte europeu), projetos académicos desportivos internacionais, jornadas universitárias ou parlamentares em diferentes geografias, todo e qualquer tipo de associativismo orientado para um projeto internacional de gestão de conhecimento alargada (centros de investigação europeus, associações de diferentes setores/mundos académicos, etc..), todas as experiências que sejam (des) estruturantes na vida dos jovens.

 

Sentimos um interesse particular por parte das organizações em candidatos com este tipo de experiências, mas não é fator único/decisivo de escolha. O empregador ganha, numa forma geral, maior adaptabilidade, por parte do candidato, a diferentes contextos ou desafios intra/inter-empresa, maior capacidade de espírito crítico na forma de entender os projetos ou relações laborais, por vezes maior engagement em processos complexos de mudança organizacional (são por norma menos adversos à mudança).

 

Jorge Macedo | Manager da área Finance | Spring Professional